domingo, 30 de outubro de 2011

Éris é gêmeo de Plutão

Astrônomos mediram pela primeira vez de modo preciso o diâmetro de Éris, o longínquo planeta anão, no momento em que este passou em frente de uma estrela de luminosidade baixa. Os resultados foram publicados na revista Nature.

O fenômeno foi observado no final de 2010 por telescópios no Chile, incluindo o telescópio belga TRAPPIST que se encontra instalado no Observatório de La Silla do Observatório Sul Europeu (ESO) e mostrou que Éris é um gêmeo quase perfeito de Plutão em termos de tamanho. Parece ainda ter uma superfície muito refletora, sugerindo que se encontra uniformemente coberto por uma fina camada de gelo, provavelmente uma atmosfera gelada.


Éris e da nova classe de objetos

Éris foi identificado como sendo um objeto grande situado no Sistema Solar exterior em 2005. A sua descoberta foi um dos motivos que levou à criação de uma nova classe de objetos chamados planetas anões e à reclassificação de Plutão de planeta para planeta anão em 2006. Encontra-se atualmente três vezes mais longe do Sol do que Plutão, na região do chamado disco disperso - mais detalhes na Wikipedia.
Embora observações anteriores sugerissem que Éris era maior do que Plutão, este novo estudo prova que os dois objetos têm essencialmente o mesmo tamanho. O novo diâmetro calculado é de 2326 quilômetros com uma precisão de 12 quilômetros, o que torna o seu tamanho melhor conhecido que o de Plutão, que tem um diâmetro estimado entre 2300 e 2400 quilômetros. No entanto, descobriu-se que Éris é 27 por cento mais pesado do que Plutão.

Refletor e gelado

Descobriu-se que a superfície de Éris é muito refletora, com 96 por cento da luz que lhe chega (albedo visível de 0.96). Este valor corresponde a uma superfície ainda mais brilhante do que neve fresca na Terra, tornando o planeta num dos objectos do Sistema Solar mais refletores, em simultâneo com a lua gelada de Saturno, Enceladus. A superfície brilhante de Éris é muito provavelmente composta por uma mistura de gelo rico em azoto e metano gelado – como indica o espectro do planeta – que cobre todo o planeta com uma camada de gelo fina muito refletora com menos de um milímetro de espessura.

Fonte: Bruno Sicardy para CH com adaptação e comentários de Prof. Dimitrius.

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